24 de março de 2009

morcego II

estava aqui no PC escrevendo, escrevendo num ímpeto de alma desnuda,
ouvi umas asadas, como braçadas no ar, pensei " uma mariposa, sussa, deixa a mariposa em paz"
mais um pouco minha Loba doméstica fica com as orelhas em pé, reparei.
Não era uma mariposa, era um morcegooooooooo!!
como assim?
já moro em prédio em andares próximos da rua há tempos e nunca me ocorreu.
E. tinha medo de morcegos na rua, eu o protegia desde sempre, dizendo que morcegos não atacam gente. Eu sempre fui mais destemida que E. , aliás que a média das gentes.
Mas hoje entrei em pânico.
Chamei o Severino pra me ajudar, o Severino é o porteiro, e ele realmente chama Severino, não é nome fictício.
E eu to aqui, morcegano, porque o Severino não deu conta de capitular o bichinho.
Eu não tenho nojo, eu não tenho medo, eu tenho pânico e só ia descobrir se eu visse de perto.
Ele tá lá preso no meu quarto, eu to refém da minha própria casa e insone,
morcego,
amor cego!
amor, segue!
amor, cegue
amor,
amor, siga!
ai!
e agora?
cadê o Batman pra me socorrer!?

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