28 de março de 2008

dia do circo e uma homenagem póstuma!



salve purunga!!!!!
você se foi cedo demais, os palhaços sempre tropeçam pra gente rir.
ou melhor, a gente ri porque os palhaços fazem de tudo pra mostrar pra gente como é engraçado quando as coisas não seguem a lei natural.
não foi nada engraçado quando você se foi.
a gente chorou. chorou muito, chorou doído.
mas mesmo na dor eu só te imaginava sorrindo.
hoje no dia do circo eu lembrei de você querida!
esteja em paz, esteja fazendo todos os santos e santas rirem de si mesmos aí no céu, a mostrar pra eles que até os santos tropeçam!
lembrei que eu sem querer já te dei idéias pras suas esquetes.
você ia botar na próxima peça uma mala com fotografias de bundas de todos os tipos e ia colocar a musiquinha do kill bill enquanto colocava uma roupa bem apertada. ia ser engraçado, a gente ia rir à beça!
mas não deu, o seu espetáculo desceu as cortinas abruptamente antes do fim.
e a gente ficou aqui, Purunga, feito palhaços, com aquele olhar de palhaços que tem sempre uma lagrimazinha a ser derramada no olho esquerdo enquanto o outro sorri.
fica em paz!
te amamos!

26 de março de 2008

_ Professora, graças a Deus você não deu prova na quintaaa! Porque eu faltei para ir na Missa de Lava Pés!


(misericórdia!! tem cada coisa que eu escuto!)

25 de março de 2008

desencontrada

_ontem eu soube que eu quase te encontrei por três vezes. é!
_era pra gente se encontrar, eu sabia que eu devia ir. ter passado em frente ao cine, ter ido à festa e na casa daquele nosso amigo em comum. eu sabia! eu sabia!bosta, eu sabia que devia ter ido!
_ontem me deram a notícia póstuma que você esteve em todos estes lugares e eu fiquei perdida. onde é mesmo que eu deveria ter ido?
_ sei lá. se era para eu estar lá por que eu não estive? eu tô sabendo que você poderá estar lá no domingo, vou arriscar a sorte, te vejo lá?
_ se combinar não é mais sorte.
_ pois é. foda! vou esperar!

(tem dias que eu adoto uma teoria bem mecanicista da vida pra confortar meu coração angustiado, e a teoria postula que : tá tudo programado, cara, "eles" já jogaram os dados, tá tudo acertado com quem você vai encontrar, com quem vai desencontrar, até os transeuntes da calçada e as trombadas de carro, a maioria são só figurantes, se aquieta, a maioria são só figuração, e você nem sempre é a protagonista, às vezes, você nem sabe, às vezes você vira figuração na cena de outra vida e nem sabe. é , se conforme, cara, tá tudo programado e nesse ensaio tem pouco espaço para improviso de sobressalto. fique ligado, até o próximo ato, neste você não fala, sua participação é sem diálogo, ok?)

_ ok.

24 de março de 2008


to nua pra lua.

como ameixa.
repousa.
deixa que
o momento certo
se revele
como nosso encontro
de peles.
sem frustradas tentativas,
simplesmente acontece
e nos apetece.

20 de março de 2008

Memoflex

07/03/08
Flagrei um momento lindo: o homem agradecendo sua refeição, registrei na minha "memo flex".
O dia é de entrega... Vendemos cascas, claras, gemas; firmes, fortes, frescas


Os 35º desse interior, desse chão, desse sol me desintoxicam. Além de nós, também chega na banca a poeira


...O homem improvisa a mesa numa pilha de ração, já deixa o copo, busca o prato e quando volta, ganha um tempero extra de pó de terra.
O vendedor entra descarregando o pedido, a poeira senta, a estrada ruidosa aquieta.
O homem fecha os olhos e agradece abre e o vento leve já balança as tranças de cebola. E chegam vendedores, compradores.

(larissa m. m. m.)

co-respondências







é gostoso receber e escrever cartas.


quem me conhece sabe que desde pequena eu mantenho minha caixa postal em dia.


há uma coisa meio cristã em escrever cartas que é o de dar sem esperar em troca.


sendo assim, eu já posso ir para o céu pois já dei ao próximo mais do que recebi.







mas é mentira dizer que a gente nunca espera. a expectativa de esperar alguma resposta, de qualquer natureza que seja, verbal, não--verbal, sensorial, imagética, que seja, é intrínseco ao processo epistolar. mesmo os que escrevem em garrafas lançadas ao mar, esperam esperançosamente um destinatário oculto. nem que este desconhecido esteja ou seja do outro lado do mundo. nem sempre o destinatário é como a gente deseja. ou às vezes o destino não chega. é extraviado pelas finezas e caprichos da vida. ou então o destinatário nos deseja, mas nós é que ainda não.


processo que é todo lento, que é mais do que só lendo.


é preciso ler lentamente os interstícios das entrelinhas. a cor da tinta, o cheiro do papel, a tremida na letra, a forma e a pró-forma, o estilo e a falta de sentido, tudo isso deve ser esmeradamente lido.


recentemente no verão deste ano estive numa exposição de arte no museu do olho em curitiba, e tinha esta instalação.


havia envelopes, carimbos e vc depositava o seu lá para a artista ou pra quem quisesse ou pra ninguém.


escrever estas carta foi mais especial porque ao mesmo tempo em que escrevia eu já recebia a resposta. que estava ao meu lado.


mais avançado do que qualquer sistema postal, as relações humanas nem sempre correspondem ao que queremos.


mas quando acontece de acontecer, ai meu sãosenhordasmissivas, aí é mto mto mto bão!

19 de março de 2008

Rádio Cipó


VOCÊS SABEM O QUE É A RÁDIO CIPÓ????????????


Acho que não sabem nem ouviram falar. Então, ouvintes, escutem esta história.







(foto: eu no meio da alemã "Sarah sara tudo "e do Cipó na maloca dos malucos, Alter do Chão.


" ê morena, já faz mais de ano
que eu não voltei pra te espiar
fui olhar outros cantos
e foi tanto lugar.
e no meu peito bate uma saudade forte
que o vento do norte me levou pro além mar"
( música Toada do Igapó , artista: Arraial do Pavulagem- banda de Belém -PA)

Semana passada no final da tarde eu estava caminhando pelo calçadão de Londrina me encaminhando pro meu trabalho que é ser professora pensando algumas coisas aleatoriamente como essas coisas:
"puxa! acho que é por isso que eu sou professora, pra fazer as pessoas pensarem no que vêem e assim poderem enxergar além de ver. porque esse momento no calçadão de Londrina é um momento muito loco, neste breve trecho da minha casa até onde trabalho eu vejo a diversidade de gente, de camelô a agiota, despachante a polícia, prostitutas, trabalhadores cansados, madames que saem do shopping royal, estudantes noturnos, gente taciturna e gente bêbada, cocô de pombo, prédios antigos, centro velho, desabitados, apressados, vagabundos e estressados. onde vivem? como moram? o que comem? quais são os seus hábitos e filosofias de vida? será que são rígidos, frígidos, felizes, endividados, fudidos, será que são como eu? será que são tão diversos? será que meus alunos pensam e têm curiosidade com os outros? o que eles pensam no caminho até à escola?...... e por aí vai um raciocínio de estranhamento e desnaturalização do cotidiano se entrelaçando no outro até eu sentir uma satisfação interna, não porque algo que aconteceu, mas porque eu percebi que é bom ser e estar onde sou e estou e eu posso ver e comunicar, e tem muito o que surpreender as coisas banais).
bem, eu estava nessa epifania quando um hippie me chama:
" ei, ei morena, ei moça, ei, ei!!"
eu nunca olho, num dia sem estranhamento das coisas banais eu passaria reto, simplesmente.
mas ele tava fazendo uns gestos muito insistentes apontantando pra um camarada ao lado, como que me sinalizando pra ir pra lá.
De longe todos os hippies são iguais, de longe são todos micróbios que nos enxem o saco.
Mas mesmo sem ver direito o que ele me apontava eu dei um voto de confiança e fui lá ver.
E viiii!
Eu vi o Cipó!
Era o Cipó que o outro hippie estava me apontando.
_"Cipóoooooooooooooooóooooo[´´oóóó! Não creio! Vc aqui, cara? Como assim????"""""
E ele abriu aquele sorrisão convidativo, só isso e alegre e sereno disse isso!
" _ É, sou eu, cara, sou eu! hahaha quanto tempo!"

Agora vou explicar quem é o Cipó:
O Cipó era amigo da Talita que estudou o primeiro ano de c.sociais comigo. Eles eram amigos de Birigui e um dia em 2000 o Cipó veio pra cá e a gente se conheceu numa "festa estranha [ de República] com gente esquisita"
Aí eu trombava sempre, ele se incrustrou com a galera da UEL e eu o via nas rodas, nas gramas e por aí.
Em 2002 eu o revejo dentro do mesmo ônibus que eu indo pro Forum Social Mundial de Porto Alegre. Agora ele era um hippie com dreads nos cabelos e estava de romance com a amiga (F) que eu levei pra lá.
Eu ainda rio quando lembro da F. me contando assim:
_ Cris, eu peguei piolho do Cipó dormindo junto naquela barraca. Uns piolhos lindos!
hahahaha, F. devia estar mesmo apaixonada, claro!
E aí eu nunca mais vi nem ouvi falar do Cipó.
Em 2005-6 eu fiz a viagem mais longe pra minha vida: da Amazônia até a Venezuela.
Um dia, nesta viagem, em Alter do Chão, lá nas beiras do Tapajós, eu ouço na praça alguém me chamando como este cara me chamou aqui no calçadão:
_ Ei, tá lembrando de mim???
O Cipó e eu nos encontramos na Amazônia, cara!
E agora ele tá aqui, praticamente ao lado da minha casa.
Isso é a prova de que a Rádio Cipó existe.
A Rádio Cipó foi o termo que ele inventou sobre essas "fofocas, notícias de indas e vindas" que rolam de um maluco pra outro. As informações se espalham e a gente sempre fica sabendo das pessoas que conhecemos nesse Brasilsão.
Desde então eu passei a acreditar nisso.
Hoje voltando do trampo, eu passei no calçadão e não vi o Cipó, deixei recado pela rádio Cipó que eu estou procurando.
" _ Por favor, avisa o Cipó que a Cris passou aqui. Fala que é a Cris da Amazônia, Alter do Chão que ele vai saber."
Eu nunca me apresentei assim " Cris de Alter do chão".
Sorri internamente ao dizer isso.
O Cipó de volta de enreda de novo nesses milagres de encontros e de como depende do olhar como vemos o mundo, ele pode se tornar mundão ou mundinho, sagrado ou profano, secular ou mundano.
Eu resolvi enxergar a vida da perspectiva da Rádio Cipó e desde então eu acredito que acasos não existem e as pessoas nunca se perdem umas das outras!
Seja bem vindo meu brou mano Cipó!


18 de março de 2008



"Alguns dizem que a vida criativa está nas idéias, outros, que ela está na ação. Na maioria dos casos, ela parece estar num ser simples. Não se trata de virtuosismo, embora não haja nada de errado com ele. Trata-se de amor por algo, de sentir tanto amor por algo - seja por uma pessoa, uma palavra, uma imagem, uma idéia, pelo país ou pela humanidade - que tudo o que pode ser feito com o excesso é criar. Não é uma questão de querer, não é um ato isolado da vontade. Simplesmente é o que se precisa fazer."


Do livro Mulheres de correm com os lobos de Clarissa Pinkola Estés

entre e sinta-se à vontade!


entrecoxas.
entreparêntesis.
entretextos.
entretantos.
entreventres.
intrahumanos.
intralocais.
intramuros.
entrequatroparedes.

em direção à luz II


eu digo que:
para ser semente tem que estar disposta a enfrentar duas correntes opostas, contraditórias e complementares entre si que é a luz e a sombra.
as folhas vão em direção à luz para a clorofila mas as sementes precisam se jogar na escuridão da terra até as raízes ficarem,
senão fica vago,
senão fica no sonho.
é duro suportar ver a sombra do outro. eu estou me despindo para a minha primeiro para depois poder, assim, suportar ver a sua sombra e mesmo assim poder amar.
entenda, as sementes tem períodos de latência, podem ficar anos e anos sem brotar.
eu estou num período de latência, entenda, amor, isso não é deixar de amar.

17 de março de 2008

em direção à luz



"você entende como funciona uma semente?ela não mostra suas folhas , seus frutos, toda sua conformação. [mas isso]
não faz ela deixar de ser a semente q é .
e qdo agente vê a semente de determinada coisa logo pensamos em tudo q ela pode proporcionar.
mesmo assim é só uma semente.
ela precisa de condições ideais pra mostrar tudo.
pra q ela possa ser tudo q é em sua essência.
acho q é assim:
éramos flores até nos conhecer.
o nosso fruto é tudo isso q vivemos .
sobraram- nos as sementes
mas elas precisam de condições ideais...
enquanto isso a gente armazena da melhor forma"

maquilagem!


parece uma sessão de tortura, mas não é. ou é?
o Curvex bem que podia ter sido instrumento da Inquisição.
sendo ou não, eu acabei virando a atração digno de circo de horrores ou piada de banheiro.



foto: eu, Iza e Beto no banheiro dele, Curitiba, janeiro de 2008.

Gentileza





GENTILEZA

Esse dias, na hora do almoço um velhinho elegante e simpático cedeu seu lugar na fila do restaurante para mim e abriu a lata de lixo para que eu jogasse o copinho de café.
Saindo de óculos escuros das Casas Pernambucanas com uma panela de pressão numa mão e as pastas e livros na outra, caiu um livro de sociologia, abaixei e quando levantei meus olhos estava lá uma moça japonesa se oferecendo para ajudar. Eu ate me surpreendi e pensei “ será que ela pensou que eu sou cega?”


No meio de tanta barbaridade eu me surpreendi de ter sido agraciada com dois atos tão singelamente gentis. Tanta fineza rara que a gente até desconfia.
A gentileza é algo mto esquecido na atualidade. O que é ser gentil?
Eu tinha um ex namorado que para todos os elogios que eu fazia a ele, dos mais sutis aos mais sexuais, ele dizia “ obrigado, vc é mto gentil”.
No começo eu achava isso gracioso e fino mas depois isso foi me irritando, “ porra, aceite um elogio!”
Mas que porra, não é nada gentil recusar uma gentileza. Gentileza não é prêmio de consolação! Quem não sabe aceitar um elogio, um favor, não é capaz de fazer honestamente um.
Aí isso me fez pensar nas relações sociais, de modo geral, que muitas vezes a grosseria é a melhor gentileza que você pode fazer a alguém, que é no choque que se aprende o contato real, a sutileza da vida. E que tem muitas coisas que ficam de um destroçado encontro entre seres humanos. O que se poderia ter feito e o que não se fez.
Há muitas coisas que se poderia ter feito e não fiz, como passar uma tarde numa catedral, ter ido até a Montevideo de bicicleta, esquecido as horas numa jornada de filmes, ter feito panquecas de queijo. Mas isso não foi feito. E sem arrependimentos nenhuns.´Então não me ligue, não cerque meus amigos, não queira um pouco da minha vida, não tenha saudosismo. Vai procurar sua turma!
O relacionamento foi desfeito e eu poderia tê-lo mandado mais vezes tomar no cú.
Mas não fiz.
Então faço agora: vai tomar no cú!
Gentilmente aceite o meu mais honesto vai tomar no cu!
Aaaah tem coisa mais fina que mandar alguém tomar no cu, sem se arrepender depois?
Isso é a mais bruta gentileza, fazer alguém cair em si!


4 de março de 2008

olhe ao redor, com clarice


Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós.Não temos amado, acima de todas as coisas.Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos.Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro.Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada.Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas.Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos.Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo.Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de ciúme e de tantos outros contraditórios.Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa.Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos o que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz.Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos.Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.CLARICE LISPECTOR

"Eu começo a sentir a embriaguez que essa vida agitada e tumultuada me condena.
Com tal quantidade de objetos desfilando diante de meus olhos, eu vou ficando aturdido.
De todas as coisas que me atraem, nenhuma toca meu coração , embora todas juntas perturbem meus sentimentos, de modo a fazer que eu esqueça o que sou e qual é o meu lugar. "
(Jean-Jeacques Rousseau- A Nova Heloísa")

3 de março de 2008

santeria

video

esta é a banda SANTERIA, que tocou na minha festa de niver.

pura energia boa!! já era fim de festa, e a gente já tava tudo meio zonzo, ainda mais rodopiando assim!

a Edna (vocalista) é pura força!

fragmentos arqueológicos sobre o amor II

Hoje eu soube que o tal do Pedro foi pros EUA e arrumou uma namorada lá.
A Camila ficou no quase centro do Brasil escavando o quintal e fazendo faxina na casa que ela mora sozinha.
Boa escolha dela. O Pedro só achava que sabia contar o imensurável mas ele nunca soube fazer uma faxina, suponho.

E fim da história. que murchou, ou virará um fóssil horripilante destes que às vezes a gente ainda acha por aí personificado na cara dos atuais casinhos.

fragmento arqueológico sobre o amor

Achei este diálogo no meio das caixas do meu recente apartamento.
Achei digno arquivá-lo aqui afinal é uma preciosidade de uma arqueóloga e que também mora sozinha. Eu estou procurando morar sozinha também; as questões do amor estão em suspenso, nas caixas também. As questões da casa e da ciência é que estão pegando na ordem do dia. Mas é bom eu encaixotar este diálogo aqui, nunca se sabe quanto você vai precisar usar ou terá que tudo reordenar.

_Você tá amando?Eu tô amando. Aliás, nem sei se isso é amor. Mas é tipo isso que eu amo. O Pedro diz que eu misturo isso com ciência. Diz ele que é uma bagunça misturar poesia e política com ciência. Mas você acha uma bagunça isso? A propósito, você faz ciência?
(eu)_ Eu tento né.
_ Eu também tento. Ele quer fazer ciência, transformar o imensurável em medida. Tudo ele tem método. É por isso que eu gosto dele, ele tem o que eu não tenho muito.

( eu pensando hoje): Transformar o imensurável em medida é um bom propósito na vida. Sim, eu acho que é uma bagunça misturar isso com o amor.

gritaaaaaaaaaaaaaaaaaaa


gritaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

o que eu queria agora era que as coisas fossem automáticas. é meu dispositivo de escapismo que tá piscando.


é, eu queria ficar a vida na folia e só celebrando.

eu sempre fui a cigarra na fábula com a formiga.


mas não dá.

este gozo não vai durar eternamente ou se durar, vai me matar do coração.


então, ok. vou lavar as roupas, fazer algo que mereça ser contado, varrer o chão, limpar as janelas, consertar aquele texto, costurar meu planejamento.
um, dois, três e já! começou a brincadeira da vida! ainda não, não to pronta. mas vou mesmo assim!
(repara no dedinho levantado segurando a xiboquinha. não, cris, isso não é nada fino. não mesmo!)

eu e iza ;iza e eu






_ porra, iza, eu gosto mesmo muito de você!e eu digo isso escutando a trilha q vc mandou! a gente briga, se estressa, se confronta, dá chilique, mas você é minha amiga barbie!!! força na piruca aí, que nós vamos ainda inauguraremos a "all star house"". vamo sim!!e vc sabe q qdo eu faço, rezo,acontece!!! DEIXA ACONTECER NATURALMENTE!!! HAHAHAHAHA

1 de março de 2008

agora que o ano começou




" _somos finas, bem. limpa a boquinha, Cris. faz pose na cintura, Carol".
"_vamos pegar um isopor pra fazer farofa na praia?"
"_ Cris, pára de derramar lágrima de cebola senão eu te mato"
_" ô, bota mais sal nessa porra de frango, dá agonia mexer nessa carne mole"
_ vamo lá, pose pro macarrãozão. finesse! pennes colorido, só aqui né"


é só a partir de primeiro de março que eu tenho certeza que o ano começou de fato.


porque em janeiro eu viajo, e em fevereiro tem carnaval e
aniversário: coisas que me fazem acreditar que "amanhã tudo começa, deixa eu brincar hoje".


então lá vai uma seleção de fotos das férias, já que eu caí na real hoje e já estou com saudades do tempo do ócio.


porque ontem eu recebi da iza umas trilhas da viagem que ela fez pra nós todas, habitantes da casa da barbie.





eu juro, 40% das fotos das férias são com comidas - ou eu fazendo ou eu comendo ou eu olhando comida.


ooooo gooolda!

dúvida não existencial


qui cô sô?

eu sou um tipo?

eu sou um biotipo?

eu sou um protótipo?

eu sou estereótipo?

eu sou um fenótipo?

eu sou um arquétipo?

eu sou um genótipo?

tipo o que?

tipo quem?

eu sou uma persona?

eu sou uma personagem?

eu sou uma cara?

uma caricatura?

um ego? um alterego?
eu sou tudo isso também e não me nego.




vou te contar um segredo...

_ Âhãããmmmm!
_ Tá?! Não conta pra ninguém tá.