17 de julho de 2008

fragmentos de um discurso quase amoroso...III

O Pré-Sonho de Isobeell.
cenário: O quarto de Isobeell. Ela costuma dormir com velas acesas dentro de uma forma de metal bem reluzente que fica acima, numa prateleira pregada na parede. Seu quarto têm paredes verde-claro e o teto é branco. Organizado. Uma arara de roupas limpas e um balaio de roupas sujas. Um cabide cheio de bolsas. Um quadro pequeno da reprodução de " O Beijo", de Gustav Klimt.
narrador onisciente: Isobeell precisa de silêncio absoluto para dormir. Mas sempre alguma luzinha para dormir em paz. Deita e capota, sem nove horas. Sono irregular mas profundo, bastam poucas horas para se recompor do cansaço. Geralmente não se lembra dos sonhos tidos, Isobeel sonha muito acordada, embora sua aparência resoluta não combine com esta característica íntima. Seus sonhos são lineares, como uma lavoura de monocultura, seus sonhos são minimalistas mas impactantes. Sonha muito com morte e têm pesadelos, os mais terríveis aqueles em que vê o perigo se anunciar mas não consegue gritar e nem se mover. Isto não combina com a vida real dela, já que é faladeira e muito agitada. Apesar disso ela escuta atentamente os outros numa conversa. Sonhos imobilizantes a irritam profundamente. Isobeell gosta de dormir.

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