
_ O que é o tantra?- eu pergunto.
A primeira vez que ouvi falar essa palavra tantra que a mim soou como um mantra, arrepiei. Foi minha amiga do novelo labiríntico de Dédalos quem disse. E isso nós duas, super ninfetas, 16 anos. Ela contava que queria exercitar com seu namorado de 18. Meu, será que os adolescentes dessa nova geração videoclíptica-malhação se perguntam sobre o que é isso? Acho que não, o sexo deles é de capa de revista e só. Bom, mas o fato é que minha amiga não conseguiu exercitar esta técnica milenar com seu namorado da época. Ele era muito branco, ocidental, cristão, pequeno burguês para tal. Uns tempos depois, ambas aos 19, ela me falou que enfim conseguiu achar um namorado interessado e já iniciado nessa cultura oriental. Ela me contava, não tanto em detalhes mas me lembro de expressões de sua descrição do ato como: "a gente voa", "eu encosto a pele nele e dá choque", "vejo cores cintilantes", "não tem pressa", "ele não ejacula rápido e às vezes até segura pra não desperdiçar a energia vital sexual", "os meninos, em geral, não tem muito saco para os toques preliminarares querem ir logo às vias de fato - o que complica para nós mulheres; neste não, às vezes demora horas" Pensei: _ Porra, esse négocio é bão hein! |
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Agora novamente escuto esta palavra tantra e tanta coisa passa pela minha cabeça e pelo meu corpo. Agora é outra pessoa quem diz e igualmente me arrepia. Minha ignorância é proporcional à minha curiosidade.
Sim, estou cansada do mundo ocidental, branco, cristão, pequeno burguês que separa mente e corpo, carne e alma. O tantra parece fundir as coisas e o sexo vira sagrado e não um ato pecaminoso como aprendemos desde tenra idade. Há tantas coisas que não sei, mas uma coisa eu sei, sou tantas e preciso sê-las antes de morrer. Daqui a pouco vou colocar anúncio no jornal: "procura-se mestre no ofício do amor, desesperademente. assinado: menina afoita". Quem sabe, se eu tiver tanta sorte, eu encontre quem me oriente de um modo louco a chegar lá....no Oriente!.
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